JAIME PRADES
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ANA MAE BARBOSA 1989
Diretora do MAC/USP em 1989.


Texto da exposição "Tupinãodá".

TUPINÃODÁ

Só na era do Baudrillarismo se pode entender um grupo de jovens fazendo toda uma carreira de artistas plásticos no ir e vir labiríntico, tão labiríntico quanto as próprias imagens de Carlos Delfino, entre os muros da cidade, as galerias e os museus.
Quer na perecível pintura das paredes da cidade, quer expondo no Museu, exercem a Arte como fenômeno público.
A qualidade da imagem e do traço não sacraliza seus trabalhos que oferecem ao público para usufruir, enquanto dá, nas paredes da cidade.
Sem preconceito contra espaços de elite elaboram seu repertório em trabalhos inseridos no código erudito e o oferecem à apreciação do outro público, o exigente público das galerias e museus.
Na rua exercem um trabalho de educação para a imagem revelando a retórica visual através de irônicas e paródicas figuras neo-geo e neo-pop que vão da metáfora pessoal à metáfora política e à história da cidade.
No traço deglutem muitos precursores de Dubuffet à Red Gooms, passando por Guston e Keith Haring e até sugerem uma aproximação comparativa com o trabalho recente de Elaine de Kooning embora ela não tenha a mesma coragem de enfrentar os muros, apenas se apropriando deles.
Carlos Delfino, Jaime Prades e José Carratü enfrentam as paredes das ruas como campo de batalha visual e incorporam estas paredes no trabalho de atelier que permanece fiel às imagens das paredes. Já encontraram seu lugar na arte de vanguarda de São Paulo e porque estão munidos de perspectiva histórica, este lugar não é perecível como as suas imagens nos muros e tendem a se definir muito além do simpático rótulo de "grafiteiros" que carregam já a alguns anos.

Ana Mae Barbosa