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Poeta.


Para a exposição "Orgânicas"

DE TINTA NEGRA E LATA

Fabio Malavóglia

Bem-vindos a um momento extático no útero da Futura Saga. Bem-vindos ao ciclo e círculo desta vintena: Virtualidades e Seres. Aqui, onde se pintam as onças. Aqui, onde viceja no mito esta alter-natureza, extraterráquea, ou cactiforme.
O cultuador deste viveiro de visgos de línguas camaleônicas, veio dos cacos e lixos e cheiros de gasolina das ruas, mas no oposto de carreiras de pós modernos. Em vez de para baixo, para cima. Arte-oficiante, não artificial. Pioneiro grafiteiro tornado "anjo da vanguarda": concentração, não evaporação.
Vieram assim à vida as máquinas patafísicas, andróides semi-dadás, insetos nítido-negros, robôs cor de pop-chapado, hilários bípedes-comics, na quantidade milionária, na velocidade assustadora, na orgia procriativa: telas vídeos intervenções camisetas porcelanas esculturas painéis desenhos paredes. Agora: em recortes de traço encorpado sobre a chapa de ferro.
Seu primitivo anseio (inicial, cornucópico, primeiro) deslocado inteiro, com todos os suportes germinais - muros, grafites, ferros, ferrugens, fantasmas de vídeo, interferências no ar, quinquilharia urbanóide - para dentro da arte como um vírus!
Reproduzido em formas de uma Outra Vida na metálica mata. Folhas, palmas, pistilos de plantas. Peles que pulsam, cílios que tocam. Inteligentes aliens, leguminosas sexys.
Bem-vindos às selvas da véspera do ano dois mil e à sua vegeto-animália, desenhos-fetos no bestiário do futuro. Crisálidas vivas do ato de coragem mítica, que quer-se além do contemporâneo, por transcendência, e consanguíneo sim com a vertente épica e báquica da Arte da Alvorada do Terceiro Milênio.
Protoplasmada linha de força: mutábilias vicejantes, metamorfoses andantes. Nova Ilha de Páscoa e de "moais", totens murais, chapadamente bidimensionais. Flash do superpopuloso deserto das cidades. Bem-vindos à presença dos heróis, de tinta negra e lata.