JAIME PRADES
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FABIO MAGALHÃES 2016
Crítico e curador, foi diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Memorial da América Latina/SP. Atualmente é curador e diretor artístico do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS).


“DENTRO” – SÃO CORPOS, TALVEZ GEOGRAFIAS

A exposição “Dentro” de Jaime Prades representa um salto significativo na sua expressão plástica. Vejo fascinado a grande mudança, como se o artista, ao invés de atravessar uma ponte, resolvesse cruzar o rio pulando de uma margem para outra. Não sei o porquê do salto, mas sei que para impulsiona-lo, Jaime Prades valeu-se de suas experiências gráficas, de seus conhecimentos plásticos e de sua memória. Portanto, não observo como descontinuidade ou um desvio de percurso, mas como afirmação da outra margem do rio. “Dentro” representa, sem dúvida, uma nova articulação plástica que se renova e se amplia para novos territórios.

Seu trabalho atual prescinde das alegorias e das narrativas que de certo modo povoaram sua linguagem anterior. Agora o artista volta-se para os elementos gráficos essenciais. A hachura na sua obra atual não estabelece tramas e urdiduras, mas constrói paralelismos e ritmos binários. As linhas formam conjuntos que reverberam e se propagam no espaço dando-lhe vida, volume e dinamismo.

Jaime Prades utiliza-se de tons contidos que dialogam entre si, e estabelecem uma relação ambígua de figura e de fundo (ora é um, ora é outro) para formar um todo, coeso. As linhas/volumes percorrem o espaço e criam coreografias - como cardumes que se movimentam com extraordinária beleza no oceano. “Dentro" são corpos sinuosos que se expandem para fora da tela. Talvez geografias.

Fabio Magalhães