JAIME PRADES
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MARIA CECÍLIA F. LOURENÇO 87
JAIME PRADES 2014 B
Instalação "À deriva"


"À deriva" monta uma cena comum bucólica, presente no imaginário popular, do barquinho atracado na margem do rio. De um rio representado pelo fluxo de 800 galões de água de 20 litros vazios e de uma terra representada por 20 m³ de entulho e resíduos encontrados nas caçambas da cidade. Essa paisagem embrutecida pela crueza dos materiais suporta um pequeno barco de madeira vazio e silencioso.
Feita para contemplar e refletir, a instalação transforma os materiais desprezados e simbolicamente invisíveis - a partir do momento em que perdem a sua função e o seu valor material para a maioria - em protagonistas desse quadro. O desprezado torna-se o ator principal.
Movidos por uma cultura que perdeu o contato e o respeito pelas forças originais da vida, sedentos por riquezas materiais e conforto fútil, estamos ameaçados pelo fim de água pura, pela contaminação e empobrecimento da terra, pelo envenenamento dos ares e suas conseqüências diretas na qualidade da água, dos alimentos e do ambiente. Nossa cultura procura a riqueza a qualquer custo e nunca estivemos tão pobres daquilo que realmente é essencial.
Diante desse impasse eminente, chegou a hora de evoluirmos para uma nova cultura que consiga aliar uma ciência multidisciplinar a favor da vida com os saberes ancestrais espiritualizados de respeito e amor pela água, pela terra, pelos ventos e pela energia combustível da criação e da permanência do homem no planeta.